Quando fiz 16 anos , já não aguentava mais acordar cedo pra ir pra escola , pedi pros meus pais se podia estudar a noite , eles deixaram .
tinha uma amiga que era uns dois anos mais velha que eu a Natália , ela era mais vivida e não era mais virgem , ela falava sobre sexo pra mim , como eu era virgem eu não entendia muito do que ela dizia .
nós saíamos juntas a noite , era sempre a mesma coisa , íamos na avenida tamoios e depois pra única boate que tinha na cidade , a Aurea Disco , todos da cidade acabavam lá depois da meia noite .
nós viramos uma espécie de promoter da casa , pegávamos cortesia pra entrar sem pagar e em troca tinhámos que destribuir o convite pras pessoas entrarem na casa , muitas vezes a gente não distribuia não , apenas pegávamos a cortesia .
lembro que o segundo carinha que fiquei o Leandro , tinha um amigão que chamava Bruno , eu decidi que iria paquerar ele , e teve uma noite dessas na boate que ele me chamou pra ir embora com ele, eu aceitei e ficamos naquela noite , eu era tão tonta e carente , que me apeguei nele , então todo sábado era a mesma coisa , íamos pra boate e no fim da noite eu ficava com ele.
mas nunca passava daquilo , e ás vezes ele beijava outras na boate , claro eu não ficava com ele nesses dias , aquilo começou a me incomodar , passado algum tempo eu tinha decidido que iria perder a virgindade e que seria com ele , ás vezes me pergunto o que eu tinha na cabeça .
entre essa decisão e outros dilemas da adolescência , veio a vontade de começar a fumar , eu achava bonito mulher fumando , e um dia na boate eu e minha amiga Natália , começamos a fumar , eu nem sabia tragar e não sabia que precisava .
imagina quem sabia fumar e via aquilo , que mico , e eu achando que estava abafando.
teve uma noite , que minha irmã saiu pra balada comigo , fomos nessa boate ( só tinha essa na cidade ) e ela me viu fumando , ela ficou muito triste em me ver fazendo aquilo , e disse que iria contar pros meus pais , eu implorei pra ela não fazer isso , mas não adiantou , quando chegamos em casa ele contou , meu pai ficou muito bravo e me fez engulir um cigarro , foi horrível , além de ter levado uma surra com a fivela da cinta , doia tanto , e quanto mais eu pedia pra ele parar , mais ele batia , minha mãe não fez nada , ficou olhando com dó , mas não se intrometeu , ela nunca se intrometia quado ele me batia , eu me sentia muito humilhada .
além da dor física , tinha a moral .
Isso me dava mais raiva e mais vontade de fazer coisas "erradas".
Comecei a tramar , minha perda da virgindade com o Bruno , já tinha decidido.
teria um baile em maio , todos da cidade iriam , encontrei ele lá e fomos embora juntos , fomos pra um motel chuleiro na beira da estrada , e assim se foi minha virgindade , sem emoção , sem graça e sem amor da parte dele , eu me arrependo até hoje , acho que não foi na hora certa e nem com a pessoa certa.
lembro que saiu muito sangue , fiquei com medo .
não teve nenhum carinho , nenhum abraço e nem palavras bonitas , acabamos e fomos embora , eu não sabia o que pensar , lembro que não fiquei nem triste , nem feliz .
cheguei em casa quase as 8 da manhã , minha mãe acordou e veio me ver , olhou nos meus olhos e disse que eu estava diferente , nunca vou me esquecer das palavras dela , mãe é intuitiva e conhece seus filhos como ninguém , ela sabia que a garotinha dela , havia ido embora pra sempre .
Nenhum comentário:
Postar um comentário